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saracasticamente

Como lidar (de forma não saudável) com a perda do nosso melhor amigo

Nunca é fácil perder alguém que amamos. Mais difícil é quando a perda é abrupta.

Foi o que aconteceu com o meu B.

 

Na maioria dos relacionamentos há um afastamento gradual que nos vai preparando para o final da relação. Com o B. não foi assim. Meia dúzia de dias separaram a última vez que ele disse que eu era das pessoas mais importantes da vida dele da vez que ele me disse que eu lhe metia nojo. Passamos de uma relação de meter inveja a qualquer adolescente a evitar-nos em meros dias.

 

 

O afastamento foi tão repentino que o meu cérebro, meses depois, ainda não o processou! Quando algo importante acontece o meu instinto ainda é "tenho de contar ao B." E só uns segundos depois me lembro que não o posso fazer.

 

Ontem soube de uma cusquice daquelas que dão muito que falar. E gostava tanto de a ter partilhado com ele...

Então partilhei-a!

Se lhe liguei ou me encontrei com ele? Não. Contei-lhe mentalmente! Porque o conheço tão bem ao ponto de saber exactamente o que ele iria dizer e a expressão facial que iria fazer.

 

"Não! Não... Não posso! Jura! Mas tu tens a certeza? Como é que sabes disso?"

Seguia-se o riso maléfico e as piadas intermináveis que iríamos fazer sobre o assunto.

 

E a dada altura deste meu desvaneio dei por mim a rir sozinha!

E foi nesse momento que percebi que nunca perdemos aqueles que amamos. Porque aqueles que amamos de alguma forma ficam sempre connosco...

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