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saracasticamente

Não é chique partilhar fungos...

Isto de ser rica e estar presa num corpo de pobre é tramado. Até uma simples ida à praia pode resultar num confronto entre o que desejamos e o que temos dinheiro para pagar.

 

Ora rico não se banha nas águas geladas do Atlântico no norte do país, rico está habituado às águas cálidas dos países quentes e deixa de sentir os ossos assim que coloca o pé na água. Ora com um calor do caraças na praia não é fácil sobreviver sem nos molharmos. Qual é a alternativa? Ir ao chuveiro! Acontece que o chuveiro implica uma caminhada desde a praia até ele. Qual a alternativa? Ficar no bar mesmo ao lado dos chuveiros.

 

O bar, todo ele uma chiqueza, tem umas camas que nos permitem estar confortavelmente deitados e sem levar com areia na tromba.

Além de camas o bar tem uma suposta piscina, que na verdade não passa de um mero tanque mas a malta gosta de acreditar que aquilo é uma piscina. Eu coloquei os pés lá dentro e senti logo 3 micoses a penetrar em mim. Mas o pessoal além dos pés banhava outras partes do corpo...

 

Enquanto as doenças proliferavam no tanque piscina, eu e a C. continuávamos o nosso ritual de ir ao chuveiro de 10 em 10 minutos. A malta começa a perceber o esquema e um a um começam a trocar a piscina pelo chuveiro. Um belo exemplo de aprendizagem social que Bandura iria adorar.

 

Moral da história: se não fosse o pobre parte da população chique de Matosinhos estaria infectada com uma doença fúngica.

Creio até que deveríamos ser condecoradas pelo Presidente da República por salvar Matosinhos da micose.

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