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saracasticamente

O mistério do canídeo desaparecido

Há precisamente uma semana comecei o meu dia de forma extremamente violenta. Despertei de um pesadelo e procurei a Miley, a minha yorkshire, na cama. Não estava...

 

Como não estava?! Todas as manhãs acordo com ela a olhar para mim.

Chamo por ela... nada. Levanto-me apressada, começo a percorrer a casa enquanto chamava por ela. O meu coração batia a mil. Abro a porta da entrada para ver se ela estava no jardim mas também não estava. Espreito para o portão na esperança de ver as patinhas dela do outro lado. Já não seria a primeira vez que o meu pai saía de casa e deixava a cadela na rua, e ela costuma ficar ao portão à espera que alguém a vá buscar. Mas desta vez ela não estava junto ao portão, nem no jardim ao lado, nem na rua, nem nas redondezas que palmilhei enquanto gritava por ela. Alguém a tinha levado... Era a única hipótese na minha cabeça.

 

Voltei para casa e entreguei-me ao choro, num desespero que não consigo traduzir. Nunca mais a iria ver...

Entretanto chega a minha mãe que coloca a hipótese dela estar na garagem. Sento-me junto ao portão da garagem e chamo por ela, bato no portão e encosto a cabeça esperando ouvir um latir ou um arranhar de patas. Silêncio.

Minutos depois chega o meu pai com as chaves da garagem, abre o portão e de dentro sai um canídeo saltitante directamente para o meu colo. Aperto-a com mais vontade do que nunca enquanto ela lambia as lágrimas que me escorriam. 

 

E embora este pareça um final feliz há questões sobre as quais importa reflectir. Porque raios a cadela não deu sinal de vida? Porque não ladrou ou arranhou as patas no portão? Terá ela ficado feliz por se ter livrado de nós?! Até o canídeo se esconde de mim...

 

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