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saracasticamente

Reflexão sobre artigos parvos


O maravilhoso mundo das redes sociais leva-nos a tomar contacto com alguns artigos parvos, escritos por gente parva, e partilhados repetidamente por pessoas que, se não são parvas, rapidamente vão passar a ser!

Deparei-me esta semana com um artigo intitulado "30 coisas para fazer ao invés de se apaixonar novamente". Pela análise do título percebe-se facilmente que nada de bom sairá daqui. Faz-me pensar em algo do género: Ah e tal, se calhar agora não é uma boa altura para me apaixonar, estamos a 3 meses do Natal, poderá ser uma boa ideia ter sugestões de alternativas e depois, lá para Fevereiro apaixono-me. Mas confesso que o conteúdo ultrapassou largamente as minhas expectativas no que corresponde ao nível de parvoíce!

Entre os 30 conselhos encontramos "Comprar um pijama confortável e uma caneca bem grande para preencher com chá e aprender a consolar-se nas noites em que estiver sozinha." What?! Alguém me explique por favor como é que uma mulher se consola com chá?! Há algum tipo de chá que eu desconheça?!
Mas isto ainda está a aquecer! Conselho número 16: "Cometer um grande, enorme, gritante erro. Invista dinheiro em algo tolo. Namore uma pessoa terrivelmente errada para você. Perceba que apenas você é responsável por si mesmo. E que ainda tem muito tempo para fazer as coisas direito." Nada melhor, após o término de uma relação, como namorar com outra pessoa errada! Mas convém salientar que é namorar sem se apaixonar... não podemos esquecer o título deste brilhante artigo. Em alternativa podemos endividar-nos. O que importa é fazermos uma grande cagada!
O número 14 é dedicado ao sono "Dormir o dia inteiro se quiser. Fique tranquilo, mas não muito." Dormir o dia inteiro é um conselho extremamente produtivo. Não me ocorre nada melhor para fazer! Mas atenção, não fique muito tranquilo... O que quer que isto queira dizer!
"Espalhar seu sono pela cama" surge com o número 19. Deduzo que espalhar sono pela cama seja diferente de dormir, uma vez que surge como um item diferente. Contudo, confesso que não atingi a diferença.

É provável que ainda não tenha atingido o nível de parvoíce suficiente para compreender um texto tão profundo. Mas vou chegar lá! Acredito que mais alguns anos a ler pérolas destas nas redes sociais me permitam atingir o clímax da estupidez. E por falar em clímax, vou vestir o pijama que a água para o chá já está ao lume!

 

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