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saracasticamente

Diarreia verbal

Tendo em conta que os peidos poderão ser eventuais causadores de incêndios pareceu-me de muito mau tom que Salvador Sobral fizesse piada com isso num espectáculo de apoio às vítimas dos incêndios. 

 

Não percebi porque não foi a Meo Arena evacuada aquando desse comentário.

"Então Sara, não estarás a exagerar? Achas mesmo que um peido pode provocar um incêndio a ponto de terem de evacuar o edifício?" Não, o problema não é o peido e o risco de incêndio. É mais uma questão de saúde mental. Ouvir o Salvador Sobral falar durante mais de 5 segundos poderá causar lesões cerebrais graves. 

 

Eu desliguei logo a televisão, mas já não fui a tempo... 

O sentido da vida

É impossível ficar indiferente à tragédia que assolou o nosso país.

Os acontecimentos dos últimos dias ajudaram-me a mergulhar numa fase introspectiva em que muito tenho pensado acerca do sentido da vida. Sim, eu também penso em coisas sérias e profundas de vez em quando.

 

Ontem, no final de uma consulta, a avó de um dos miúdos que acompanho agradeceu-me tudo o que tenho feito pela família. Desvalorizei dizendo que era o meu trabalho. A senhora agarrou o meu braço e disse: "Não é só o seu trabalho, a doutora foi uma luz que iluminou esta família. Sem si não sei o que seria do meu neto".

 

Enquanto tentava segurar as lágrimas, que inevitavelmente haviam de vir a cair porque uma pessoa não é de ferro, sorri e agradeci assegurando que ia continuar a fazer tudo para que o seu neto fosse o mais feliz possível. 

 

No regresso a casa percebi que o sentido da vida era esse: fazer a diferença na vida das pessoas.

Se de alguma forma tivermos tocado a vida de alguém, se a vida de alguém tiver sido um pouco melhor porque nos cruzamos nela então terá valido a pena. 

 

Sejam bons uns para com os outros, amem, perdoem, façam a diferença, sejam felizes e façam os outros felizes. 

 

 

Nota: isto é só uma fase, isto vai passar e eu vou voltar a não gostar de ninguém e a criticar tudo e todos. Tenham calma! 

Uma tragédia nunca vem só

Muito se falou, durante o fim-de-semana, do incêndio que assolou Pedrógão Grande, das suas vítimas, dos familiares das vítimas, dos meios de combate aos incêndios, da actuação da comunicação social.

 

Do que ninguém falou foi do drama daquelas pessoas que tinham planeado ir à Praia das Rocas no domingo e viram-se forçadas a alterar os seus planos devido ao seu encerramento.

 

Um horror, uma verdadeira tragédia que escapou a muita gente.

Só quem leu os comentários da publicação em que a Praia das Rocas anunciava no facebook o seu encerramento é que percebeu como essas pessoas sofreram. À beira da desgraça delas o sofrimento daqueles que perderam a vida não é nada.

 

Esses dramas de vida são a prova de que a estupidez, tal como o fogo, alastra-se facilmente...