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saracasticamente

A vida aos poucos começa a fazer sentido

Quem nunca viu na praia uma velhota, quem diz velhota diz senhora de meia idade, a ir à água e fazer um agachamentozinho por alguns segundos?

 

Sempre que via isto perguntava-me porque raio iam elas mijar ao mar, e passar por todo aquele drama de entrar na água fria, se podiam ir à casa de banho.

 

Foi preciso viver 32 anos e usar fato-de-banho para perceber que é mais fácil urinar em água fria do que tirar um fato-de-banho numa casa de banho pública. 

Qual a frase mais ouvida na praia?

Uma pessoa passa um dia inteiro na praia (claro que não fiquei morena na mesma convém já esclarecer isto) e o que é que mais ouve dizer? 

 

"No início custa um bocadinho a entrar, mas depois de estar lá dentro está-se bem."

 

E por mais vezes que a malta diga isto os meus neurónios têm sempre de sintonizar e assimilar que estão na praia e que a malta está a falar do mar. O que não é nada fácil para uma mente perversa como a minha...

Procura-se o Duarte

Das poucas vezes que ouvi falar português ontem na praia foi com sotaque madeirense e brasileiro.

 

No caso do madeirense não ouvi apenas o sotaque mas toda a conversa uma vez que as interlocutoras não falavam propriamente baixo.

 

A dada altura elas falaram de um Duarte e classificaram-no como sendo "grosso e bom no sexo".

Ora o que eu quero mesmo saber é quem é este Duarte...

Maltinha da Madeira alguém sabe quem é o Duarte?!

 

Caso tenham informações é favor enviar mensagem, ele poderá muito bem ser o homem da minha vida!

Operação Branca de Neve

Na penúltima vez que fui com a C à praia ela pôs protector solar factor 50 duas vezes e ficou queimada.

Eu pus o factor 15 uma vez e nem com marca do biquíni fiquei.

 

Esta semana arrisquei tudo! Não coloquei protector solar nenhum, nem mesmo aquele óleo FPS 6 que só nos dá a sensação, em termos psicológicos, que estamos protegidos.

 

Resultado? Nada! Nem uma marquinha do meu fato de banho sexy...

Onde está a Sara?!

Já viram o calorzinho que está? E então, por onde acham que anda a Sara?

 

Isso mesmo, a desfilar o seu fato de banho sexy na praia de Matosinhos.

Bem sei que fato de banho sexy não combina com praia de Matosinhos. Já uma ilha Grega combinava que era uma beleza. Mas pobre, que é pobre, vai para a praia de Matosinhos.

As ilhas Gregas lá terão de esperar... Só espero que o fato de banho dure até eu ficar rica!

É favor fechar a porta que eu quero ir à praia

Veio o bom tempo e com ele veio também a canalhada de férias.

 

Enquanto esticava o pernil na praia e ouvia os berros dos putos como barulho de fundo (nem dá para ouvir o mar) ao mesmo tempo que me desviava das bolas que chutavam só desejava o regresso às aulas.

 

A canalhada regressou à escola, após duas longas semanas, mas deixaram o raio da porta aberta a fazer uma corrente de ar do caraças...

A sério S.Pedro? Agora que se pode relaxar na praia é que mandaste esta ventania?

A Sara descobriu o mundo novo das praias fluviais

Há praias onde não há vento, nem areia colada aos poros? Há praias onde não saímos da água cobertos de sal como se fôssemos um bacalhau antes de demolhar?

Esperem... Há praias onde podemos ir à agua e continuar a sentir os ossos?!

E eu só descobri isso agora?!

 

Sim, moro junto à praia e fiz quase 200 kms para ir à Albufeira do Azibo. E sim, adorei!

Em directo da praia das rocas

Hoje foi dia de tirar o rabo da cama ainda antes das 7h da manhã para vir até à praia das rocas.

Como tudo na minha vida envolve sempre algum drama a vinda cá esteve em dúvida devido aos incêndios. Isto não poderia ser simplesmente "Ah e tal vamos à praia das rocas", teve de ser mais do género "Ah e tal não sei se podemos ir à praia das rocas porque aquilo foi agora evacuado".

É que nada, nada é simples na minha vida!

 

Mas tuga que é tuga faz merendeiro na mesma e depois logo se vê. Mesmo que não se vá à praia os panados não vão ficar por comer.

E até fiquei bastante sensibilizada com a atitude da minha mãe. Sabendo dos incêndios nas imediações da praia teve a iniciativa de levar alimentos leves e bebidas para os bombeiros. Bom, pelo menos foi o que eu pensei... Quando cá chegamos percebi que afinal aquilo era tudo para nós!

Espero que sobre algum tempo para ir a banhos...

Não é chique partilhar fungos...

Isto de ser rica e estar presa num corpo de pobre é tramado. Até uma simples ida à praia pode resultar num confronto entre o que desejamos e o que temos dinheiro para pagar.

 

Ora rico não se banha nas águas geladas do Atlântico no norte do país, rico está habituado às águas cálidas dos países quentes e deixa de sentir os ossos assim que coloca o pé na água. Ora com um calor do caraças na praia não é fácil sobreviver sem nos molharmos. Qual é a alternativa? Ir ao chuveiro! Acontece que o chuveiro implica uma caminhada desde a praia até ele. Qual a alternativa? Ficar no bar mesmo ao lado dos chuveiros.

 

O bar, todo ele uma chiqueza, tem umas camas que nos permitem estar confortavelmente deitados e sem levar com areia na tromba.

Além de camas o bar tem uma suposta piscina, que na verdade não passa de um mero tanque mas a malta gosta de acreditar que aquilo é uma piscina. Eu coloquei os pés lá dentro e senti logo 3 micoses a penetrar em mim. Mas o pessoal além dos pés banhava outras partes do corpo...

 

Enquanto as doenças proliferavam no tanque piscina, eu e a C. continuávamos o nosso ritual de ir ao chuveiro de 10 em 10 minutos. A malta começa a perceber o esquema e um a um começam a trocar a piscina pelo chuveiro. Um belo exemplo de aprendizagem social que Bandura iria adorar.

 

Moral da história: se não fosse o pobre parte da população chique de Matosinhos estaria infectada com uma doença fúngica.

Creio até que deveríamos ser condecoradas pelo Presidente da República por salvar Matosinhos da micose.