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saracasticamente

Moda hospitalar

A minha avó sofreu um AVC e está internada. Vou quase todos os dias ao hospital vê-la ainda que ela não faça ideia de quem sou. Apesar de não me conhecer olha para mim e diz que estou bonita. É bom saber que pelo menos o sentido estético não se perdeu! 

 

Há dias não fui à visita. A minha mãe chegou do hospital e disse-me que sentiram a minha falta. Achei estranho que a minha avó tivesse sentido a minha falta se não me reconhece. Não, não foi a minha avó que sentiu a minha falta, mas sim a senhora da cama ao lado. Segundo ela, estava à espera que eu fosse à visita para ver o que tinha vestido! Elogiou os meus vestidos e ainda perguntou onde eram comprados ou se alguém os fazia para mim. 

Quem diria que a minha futilidade ainda iria prestar uma espécie de serviço público?!

 

Atendendo a esta situação, caso alguma marca de moda esteja virada para o sector pós-hospitalar fique sabendo que eu estou disponível para parceria! Algo me diz que ainda terei alguns desfiles pela frente... 

Lobotomia - o futuro dos solteiros

Se há coisa que eu aprecio é um gajo comprometido falar orgulhosamente das suas traições. Nesses momentos faço sempre uma oração para agradecer o facto de ser solteira. Sim, porque uma das vantagens de ser solteira é saber que a única coisa que nos nasce na testa são rugas. E embora isto também não seja necessariamente bom pelo menos para as rugas há cremes! 

 

Há dias um dos meus amigos comentava comigo que tinha de ter cuidado ao falar dos deslizes dele. Contou-me que falava num grupo de amigos sobre motéis e referiu o Flamingo. Quando chegou ao carro a namorada confrontou-o com o facto de nunca ter ido com ele ao motel em questão ao que ele respondeu que tinha lá ido muito tempo antes de a conhecer. 

 

- Há quantos anos namoras mesmo? - pergunto eu.

- 8. - responde ele sem perceber o rumo da conversa.

- Portanto começaste a namorar em 2010?

- Sim.

- Sabes que o Flamingo nessa altura ainda não tinha aberto...?

- Não pode!

- Pode sim! O meu assistente Google vai já confirmar isso.

(pausa para pesquisa)

- Aqui está! O Flamingo abriu em Novembro de 2011, já tu namoravas há um ano.

- Oh! Tu és perigosa! Não podias ser minha namorada...

 

Pois, lá está, parece que um dos critérios para se ter namorado é fazer uma lobotomia... 

Regresso às (aulas) redes sociais

Esta semana começaram as aulas. Terá sido difícil que não tenham reparado nisso...

Pelo menos as minhas redes sociais encheram-se de fotos de crianças. Eu não aprecio lá muito a canalha, mas para os pedófilos foi um dia muito feliz... Era só ir ao feed de notícias e lá estavam elas! Criancinhas todas bonitinhas e arranjadinhas com as suas mochilinhas prontas para irem para a escolinha. Prontas para a escola ou para a foto... No meu tempo, que não havia telemóveis nem redes socais, mandavam-nos para a escola de fato de treino. Mas isto sou só eu a tirar ilações...

 

As fotos eram ainda acompanhadas de um belo e emotivo texto evidenciando o orgulho que os papás têm nas suas crias por estas irem para a escola. Pergunto-me eu: elas têm outra opção? Ah e tal porque o meu filho está crescido e vai para a escola. Mas não é o que era suposto acontecer? O que dizem ser orgulho não será felicidade por despacharem as crianças para a escola o dia todo e como bónus ainda terem a possibilidade de culpar os professores pelo comportamento delas? Não será isso?

 

A minha geração não teve nenhum deste mediatismo. Os nossos pais não se orgulhavam de nós pelo simples facto de irmos para a escola e muito menos o publicitavam. Ou nós éramos umas abéculas ou então fomos uma geração muito mal amada! 

 

Já nestas crianças tenho muita fé... Estas crianças são verdadeiramente brilhantes... Estou ansiosa que se tornem adultos... (E coloquem muitas reticências nesta última frase)

 

 

O drama de Cristina Ferreira, a Princesa Saloia

Ontem à noite Cristina Ferreira teve honras de ir ao telejornal da SIC falar sobre a sua mudança para a concorrência.

Eu não queria perder a entrevista porque eu sou uma pessoa que gosta de estar a par dos dramas da sociedade, mas o horário coincidia com a minha aula de hidrobike. Felizmente a tecnologia eliminou alguns dos meus problemas (só o raio da pobreza é que não elimina) e por isso pude ir à piscininha e depois ver a entrevista, gravada na box, quando voltasse.

Assim fiz. Cheguei a casa, fui buscar um gelado e sentei-me no sofá. Que é? Já me estão a julgar por ter comido um gelado depois do treino? Até parece que nunca foram treinar para depois comer que nem uns abades...

 

Adiante...

Estava tudo a postos para assistir a uma das entrevistas mais dramáticas e emotivas de sempre. E foi com um aperto no coração que ouvi o drama desta senhora que mudou de local de trabalho para ir para outro ganhar, mais coisa menos coisa, o dobro do que ganhava. Mas para isso teve de deixar os amigos. Um drama... Um horror...

Voltei aos meus tempos de adolescência e à dor da perda dos meus amigos quando algum deles mudava de escola. A separação. As lágrimas. A despedida. Era uma situação verdadeiramente dramática. Quando se é adolescente... Depois uma pessoa cresce e deixa-se dessas merdas. Menos a Cristina Ferreira que ainda andará perdida em mil novecentos e oitenta e qualquer coisa.

 

Outro drama que surge na entrevista é o da infelicidade no trabalho. Segundo ela ninguém muda se estiver totalmente feliz.

Deve ser verdadeiramente dramático fazer aquilo que se gosta, ganhar milhares de euros por isso, estar feliz, mas não totalmente feliz... Eu não consigo imaginar tal sofrimento... Deve ser quase comparável a quem vai trabalhar todos os dias para um sítio que não gosta, fazer o que não gosta, aturar quem não gosta, para ganhar 600€ para pagar as despesas mensais e, com sorte, ainda ir jantar fora uma vezita. Deve ser comparável a estas pessoas mas em pior, muito pior...

 

Mas o momento alto da entrevista ainda estava por vir. A dada altura, esta senhora que vive uma vida verdadeiramente dramática, diz que a saída dela da TVI se assemelha à morte da Princesa Diana. What?? Tive de voltar atrás (mais uma vez a usufruir das maravilhas da tecnologia) para ter a certeza que tinha ouvido bem. E o pior confirmou-se. Ela tinha mesmo dito aquilo...

 

No final da entrevista a emoção tinha tomado conta de mim... É impossível ficar indiferente a uma história destas. Que Deus me livre de passar por uma provação destas... Escolher entre continuar a trabalhar no mesmo sítio ou mudar para outro e ganhar o dobro é daquelas coisas para as quais ninguém está preparado. Mas se tiver de passar por isso que o consiga fazer com a mesma humildade da Cristina Ferreira... 

O cavalheirismo está extinto

Ser solteira implica que receba convites de gajos para sair. Geralmente os convites não são bem para sair... mas isso agora não interessa nada! 

 

Há dias fui jantar com um gajo que me levou a um restaurante onde, segundo ele, fazem os melhores rissóis do mundo e arredores.

O empregado coloca na mesa um prato com dois rissóis grandes e rechonchudos, embora um fosse claramente maior e mais recheadinho que o outro. Quis o destino que esse ficasse do meu lado. Mas, num acto de cavalheirismo puro, o moçoilo serviu-se primeiro e tirou o rissol que estava do meu lado.

 

- Tiraste o rissol que estava do meu lado por ser maior que esse? - pergunto eu enquanto absorvia a situação.

- Sim, tu és mais pequena que eu não precisas de um rissol tão grande. - responde ele com toda a naturalidade.

 

Choquei... E não me interpretem mal. Não acho que por ser mulher devia servir-me primeiro ou, pela mesma razão, ficar com o rissol maior. Nada disso. Mas caramba... O rissol estava do meu lado!! 

 

 

 

Íman de crianças

Não foram só os portugueses com problemas de relacionamento interpessoal que perturbaram as minhas mini-férias como já havia falado neste post.

 

Estava eu descansadinha da vida, a apanhar banhos de sol junto à piscina, quando recebemos a visita de um casal amigo que levava a neta de 4/5 anos.

Não importa quantas pessoas estejam num espaço, as crianças vêm direitinhas a mim como um íman. Parece que o facto de eu não apreciar a existência delas as atrai. É exactamente o que acontece com os homens, se eu gostar de um gajo ele foge a sete pés, mas se eu não gostar o tipo não me larga. 

 

Foram precisos poucos segundos para que ela iniciasse o processo de socialização. Poucos minutos depois já me fazia massagens (confesso que até gostei desta parte) e interrogava-me sobre diversos aspectos da minha existência.

Quando a chamaram para ir embora deu-me um beijo e perguntou se podia voltar outro dia para brincar comigo. Disse-lhe que sim uma vez que no dia seguinte já voltava para casa!

Ela saiu, voltou para trás, agarrou-se à minha cintura e deu-me um beijo no umbigo que ficava ao nível da boca dela (felizmente a criança era grandita) e disse-me "és a minha melhor amiga de sempre".

Eu a melhor amiga dela?! Preocupa-me a infância infeliz que esta criança estará a ter...  

Os homens e os dias da semana

O meu Ex-Coiso tinha um problema com as segundas. Nunca estávamos juntos à segunda porque ele não gostava de sair de casa à segunda. Sabe lá Deus porquê...

Na verdade também não estávamos juntos nos outros dias da semana, mas isso fica para outro dia.

 

Ora como o moçoilo nunca tinha tempo para mim eu tive de procurar alguém mais disponível.

Estou eu num date com um gajo e eis que ele me diz: "e hoje é terça e eu estou aqui contigo e nem és minha namorada". O meu tico e o meu teco tentaram conectar-se, mas sem sucesso. E então eu pergunto:

 

- E que tem ser terça? 

- É aquele dia depois de segunda... - responde ele.

- Sim, e antes de quarta... Mas que tem?

- Oh tu não percebes!

 

Não, não percebo. Alguém se importa de me explicar qual o problema dos homens com os dias da semana?

 

 

 

 

Férias... mas pouco

Com as férias ainda longe, quatro dias no Algarve são como carregar o telemóvel cinco minutinhos antes de sair de casa: as baterias carregam um bocadinho, mas não chega a nada.

 

Até porque o Algarve é um destino que, para mim, tem um grande defeito: muitos portugueses! E isso é um grande senão na medida que eu percebo o que a malta diz...

É que uma gaja não consegue estar sossegada na praia sem ouvir uma família (ou duas, ou três) a discutir. Frases como "és um ignorante, e pior que seres ignorante é arrastares a tua filha na tua ignorância", "quem foi o palhaço que apertou isto?", "só falas de cornos, vou pôr-te um par deles para ver se deixas de falar de cornos" são um habitué das praias portuguesas. E pergunto-me: se esta gente discute assim em férias, num suposto tempo de relaxamento e descontração, como será o dia-a-dia destas pessoas?

 

E aí bate o medo... E a vontade de ficar rica para ir de férias para sítios onde não perceba a ponta de um corno do que as pessoas dizem (sempre a falar em cornos... estou mesmo a pedi-las!).

Férias à medida

Geralmente quando falamos em férias à medida falamos do orçamento que cada pessoa disponibiliza para as mesmas. Neste caso, refiro-me mesmo ao tamanho. Sou pequena e tenho direito a umas férias na minha proporção.

 

Por isso, apesar de ainda agora ter chegado, vou estar alguns dias ausente.

Caso queiram ver mais uma foto de uma bola de berlim na praia podem seguir-me no Instagram, caso já estejam fartos de ver bolas de berlim, praias e piscinas então aguardem pelo meu regresso já na próxima semana.

 

Bom fim-de-semana para vocês e boas (mini-mini) férias para mim!

Chegueeeeiii!!! Cheguei, chegando...

O título poderia ser uma alusão ao meu regresso à blogosfera, mas não é. É mesmo o rescaldo do concerto da Ludmilla no Réveillon de Verão de Espinho. Sim, eu fui ao concerto da Ludmilla, questionamos os meus gostos musicais mais tarde, ok?

 

Devo começar por dizer que o Réveillon de Verão é uma excelente iniciativa e que faz todo o sentido uma vez que, à semelhança do que acontece na Passagem de Ano, não muda nada! Neste caso, nem mesmo o calendário. 

 

Mas vamos ao cerne do post: o concerto da Ludmilla. Durante o concerto, numas das interacções com o público, a cantora diz o seguinte: "mulher gostosa não é aquela que é peituda, tem coxão e bumbum grande. Mulher gostosa é aquela que sabe fazer gostoso. Quem é gostosa aqui rebola até ao chão".

E eis que ouço uma adolescente, aí com os seus 13 anos, dizer "uuuiii! Tenho de rebolar até à terra!".

 

Há aqui duas questões que me preocupam. A primeira, é que era quase meia noite e a miúda ainda não estava na cama. E quando digo na cama não me refiro a estar na cama de um qualquer moçoilo a fazer badalhoquices, refiro-me à caminha dela, aconchegadinha, debaixo do olho dos papás. A segunda, é que provavelmente a piquena ficou a achar que a Ludmilla se estava a referia à sobremesa dos almoços de domingo em família. Ou então não, e ela é que é a própria da sobremesa... E neste caso já são três questões que me preocupam...