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saracasticamente

A importância da sexualidade na aprendizagem

Foi ontem notícia que uma escola do Porto aplicou um questionário aos alunos do 5º ano que incluía perguntas sobre a sua sexualidade, mais concretamente por qual género se sentem atraídos e se têm ou já tiveram namorados. 

 

Esta pressão para gostarmos de pessoas do sexo oposto e namorarmos não é de agora, a novidade é começar aos 10 anos e por escrito!

E suponho que a complexidade das questões aumente com o avançar da escolaridade. No sexto ano é provável que os putos já tenham de dizer não só se namoram ou namoraram, mas também com quantas pessoas, respectivos géneros e se já beijaram de língua. No terceiro ciclo suponho que perguntas sobre actividade sexual sejam incluídas, coisas básicas tipo "és sexualmente activo?", "se sim, quantos parceiros já tiveste?", "se não, sabes que sexo oral também é sexo?". No secundário, um nível já mais avançado, os alunos terão de indicar a frequência com que têm relações sexuais e as suas posições preferidas. Para finalizar, no 12º ano terão de descrever pormenorizamente a sua última relação sexual. 

 

Eu considero estas questões totalmente pertinentes. Como formadora reconheço que é extremamente pedagógico conhecer os nossos alunos e utilizar esses conhecimentos para os motivar e facilitar a aprendizagem.

Imagino, por exemplo, um professor numa aula de Geografia: "Pois Manel, não sabes onde fica a Islândia, mas o clitóris já sabes onde fica... seu malandro ignorante.", "África fica por baixo da Europa, tal como a Maria gosta de ficar por baixo do António.".

 

 

Isto sim, é uma escola com visão! E eu só vejo por aí malta a criticar...

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