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saracasticamente

De volta às voltas da rotina

Voltei.

É uma palavra que custa escrever. Mesmo quando o destino fica aquém das expectativas o regresso é sempre doloroso, desde a nostalgia das últimas horas no país de destino ao vazio de aterrar novamente no país de origem.

 

Viajar inspira-me, preenche-me, faz-me feliz. A cada viagem que faço sinto-me cada vez mais realizada.

 

Esta última foi, sem dúvida, uma inspiração.

Logo nas primeiras horas após ter aterrado uma idosa pediu-me informações. Mal falava inglês, mas por entre as tentativas em expressar-se deixou escapar algo em português. Perguntei se era portuguesa e a comunicação tornou-se mais fácil a partir daí! Ela queria saber onde ficava o apartamento onde ia ficar alojada. Não dominava a língua, pelos vistos o GPS também não, e ainda assim aventurou-se sozinha num país estrangeiro. Tinha tantas desculpas para ficar em casa, sossegadinha, a ver o Preço Certo, e ainda assim optou por viajar.

Dias depois conheci uma outra portuguesa que viajava sozinha, com quem partilhei um táxi (pobre tem de fazer amigos por questões económicas), que tinha vindo da Índia e ia de seguida para a Tunísia. A inveja bateu forte, mas a vontade de um dia fazer algo semelhante também.

 

Estas mulheres não têm noção do quanto me inspiraram. Do quanto reforçaram a minha vontade de conhecer novos lugares e pessoas. Do quanto eu quero ser como elas!

Cada vez mais me identifico com estas pessoas que, sem medos ou desculpas, partem à descoberta do mundo.

 

Há quem tenha nascido para criar raízes e há quem tenha nascido para voar. Eu quero muito ganhar asas...

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