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saracasticamente

Ser ou não ser fófinha - parte 1

Uma das razões que os meus amigos apontam para a minha solteirice é o facto de eu não ser querida e fofa e, pelo contrário, ser até um pouco, bastante, ok... demasiado agressiva. 

Vai daí e eu decidi fazer um esforço por adaptar-me às convenções sociais para testar a teoria deles.

Há tempos estava eu com um gajo e ele diz:

 

- Podias estar aqui com um gajo todo grosso e estás comigo.

Podia, mas nem todos os dias correm bem - foi o que me ocorreu dizer. Contudo, inundada pelo espírito da adaptação social o que eu disse foi:

- Podia, mas escolhi estar contigo. Tu também podias estar com uma gaja toda gostosa.

- Em teoria, porque essas gajas fazem uma triagem e não escolhem gajos como eu.

- Portanto, estás a dizer que só estás aqui comigo porque nenhuma gaja melhor te quis?

- Não foi isso que eu disse.

 

Foi, meus amigos, foi isso que ele disse!

E nesse momento eu percebi porque sou uma cabra pouco dada a fofuras, porque quando somos queridas e fofas acontece isto.

Agora percebo porque me dizem que sou uma gaja muito confiante, é porque não dou espaço para estas merdas, não dou hipótese de me abalarem a auto-estima que construí com tanto carinho. 

 

Se vale a pena ser fófinha (com acento no ó para enfatizar a coisa)? Não, não vale!  

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