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saracasticamente

O mistério da Caixa

Curiosos para saber o que estava dentro da caixa mistério?

 

Assim que abri a caixa a primeira coisa que me saltou à vista foi um mealheiro que eu lhe tinha dado. Quando o vi pensei que, não obtendo qualquer tipo de resposta à mensagem que tinha enviado, estava a devolver as coisas que lhe tinha oferecido. Mas não, o mealheiro era o único presente meu que lá estava. Oferecera-o há dois anos dizendo-lhe que o dinheiro que ele juntasse seria para irmos de férias para as Caraíbas. Não sei porque razão o devolveu, mas devolveu-o cheio! Comprei o mealheiro por 20€ e dois anos depois ele foi devolvido com 575€!! Foi o melhor investimento da minha vida! Se ao menos os juros no banco rendessem assim...

A discussão tem sido entre devolver-lhe ou não o dinheiro. Os meus pais dizem que eu tenho de devolver, a minha terapeuta diz que não. Eu estou a pensar em devolver apenas o mealheiro e esperar que ele o encha novamente...

 

Dentro da caixa também estava uma lata de tinta ardósia, algo que eu já lhe tinha pedido há imenso tempo. Junto com a tinta estava um post-it "Não sei se esta tinta chega para cobrir todos os meus erros (era para enviar lata 25 lt) mas se deixares, este litro não chegará para reescrever toda nossa história de amor".

É bonito, sim senhor, é poético, sem dúvida... Mas eu estou-me nas tintas para isso. Até porque é difícil reescrever uma história de amor em cima de outra.

A acompanhar a lata de tinta vinha uma caixa de giz. A caixa era de 10, mas lá dentro só estavam 9. Pergunto-me para que terá ele usado o décimo pau de giz...

 

De seguida, reparei nuns envelopes. Três envelopes cada um contendo uma carta. Uma delas era a mensagem que me havia enviado na semana anterior. Deve ter ficado na dúvida se eu a teria, ou não recebido. Sim, a mensagem foi recebida, visualizada e ignorada com sucesso, como tantas outras que eu lhe enviei ao longo dos últimos anos. As outras cartas eram novas. Calma!! Não se preocupem que eu não vos vou obrigar a ler o que lá estava.

 

No fundo da caixa estava ainda um livro: "O livro do amor". O livro relata uma história de amor com um final trágico. Faz sentido, a minha vida amorosa também é uma tragédia digna de um best-seller.

 

Qual o significado de tudo isto? Apenas Deus, nosso Senhor saberá, até porque eu acredito que nem o gajo saiba o que quer da vida.

Caixa de Pandora

Recebi a mensagem, ignorei, segui em frente. Todos as formas de contacto estão bloqueadas.

Mas não dá para bloquear a morada...

 

Num belo dia (até então) cheguei a casa e tinha uma caixa, atada com um grande laço, à minha espera. 

Questiono a família sobre a origem da caixa. Um homem tinha-a lá deixado para mim dizendo que eu sabia do que se tratava. Ou seja, qualquer pessoa não identificada pode deixar uma encomenda sem identificação do remetente em minha casa, desde que diga que eu sei do que se trata. Isto é válido para presentes, explosivos ou drogas. 

 

Desato o laço, levanto ligeiramente a tampa e espreito, a medo, o interior. O revestimento a papel preto e as pétalas de rosa vermelhas espalhadas  fizeram-me pensar em vodu. Não poderia vir coisa boa por aí... Mas a curiosidade falou mais alto e abri a caixa para ver o conteúdo.

 

O que é que tinha lá dentro?

Aceitam-se apostas! 

 

Nota de rodapé: um dos objectos já está nas stories do insta, mas há mais...

Pergunta do momento

Então Sara, o que é que respondeste à mensagem do teu ex? - É a pergunta que mais me têm feito ultimamente. 

 

Foram várias as hipóteses que estiveram em cima da mesa:

 

Hipótese A - dizer que uma imagem vale mais que mil palavras e reenviar a foto que ele e a outra gaja simpaticamente me enviaram na passagem de ano. 

Hipótese B - responder apenas ok.

Hipótese C - reencaminhar a mensagem para a gaja.

 

Contudo, com o tempo, uma hipótese D foi ganhado terreno: não responder nada.

Pela primeira vez na vida não respondi com sarcasmo. Porque não há sarcasmo que chegue para traduzir o que sinto nesta situação. 

Não sei se estou a perder qualidades, ou se estou a tornar-me crescida ou se, desta vez, me partiram o coração à séria...

 

Uma espécie de carro do amor

A semana passada tive uma experiência ao estilo carro do amor.

Tinha acabado de estacionar o carro quando entra uma gaja por lá dentro. Entra, instala-se, vai falando da vida, e eu a olhar para ela com a mesma cara que olhei para o meu ex-Coiso quando ele me disse que queria comprar umas leggings.

Até que ela olha para mim e percebe que está no carro errado. E saiu a correr? Não! Continuou a falar sem parar, desculpando-se pelo sucedido, justificando o seu erro vezes sem conta e dizendo uma série de outras coisas que eu nem percebi. E mesmo quando finalmente saiu do carro continuou a falar sozinha pela rua fora.

 

Nesse dia percebi como é um date com uma mulher. Basicamente consta em ouvi-la falar ininterruptamente até ao momento em que ela, por fim, vai embora.

Um espelho é sempre um bom presente

Se há coisa que me tira do sério (na verdade há muitas, mas não vamos agora enumerar) é enviar uma mensagem a alguém e a pessoa não me responder. Quando é mensagens com conversa da treta ainda é naquela, mas quando é algo importante fico possuída. 

 

Um dos muitos postais que cruzaram a minha vida de vez em quando ignorava as minhas mensagens. Disse-lhe algumas vezes que não gostava disso, ele pedia desculpa, mas voltava a fazer.

 

Um belo dia (por acaso até estava de chuva) passei-me da marmita e, após ele me ter deixado mais uma vez no vácuo, fiz-lhe o mesmo. Ele bem que mandou mensagens para o Messenger, para o telemóvel, ligou... Mas eu deixei-o provar do próprio veneno.

E mesmo percebendo que eu não iria responder ou atender as chamadas ele continuou a enviar mensagens. O conteúdo dessas mensagens é fabuloso. Temos frases como "eu não gosto que me ignorem, não lido bem com isso", "não sei porque me estás a ignorar, mas só para que saibas comportamento gera comportamento", entre outras deste género.

 

É curioso que o moçoilo não goste de ser ignorado, mas goste de ignorar. É curioso que o moçoilo, quando se trata dele, perceba que comportamento gera comportamento, mas não perceba que o comportamento dele também gera comportamentos nos outros. É curioso que ele não perceba que há outras pessoas no planeta para além dele e do ego dele. 

 

O aniversário dele está próximo, estou a pensar abrir tréguas e oferecer-lhe um presente: um espelho. Mas tenho receio que ele ache que o espelho só serve para contar os cabelos brancos que já tem na cabeça...

Perguntas que não se fazem a uma senhora

Tenho 30 e poucos (pouquíssimos) anos. Fisicamente parece que ainda estou nos 20, mentalmente parece que ainda não saí da adolescência.

 

Devido à minha aparência, uma pergunta que ultimamente tenho ouvido com alguma frequência é se já fiz alguma cirurgia estética. Esta pergunta surge nas mais variadíssimas versões (cada uma melhor que a outra) como tens tudo de origem ou és recauchutada. 

 

Da mesma forma que se instituiu que não se deve perguntar a idade a uma senhora não se deveria também instituir que não se deve perguntar a uma senhora se fez cirurgias plásticas?

Eu juro que da próxima vez que me perguntarem essa merda vou responder que para além da mudança de sexo não fiz mais nenhuma... 

Quando uma gaja paga os seus próprios rissóis

Ontem fui almoçar com uma amiga. Por sugestão dela fomos ao restaurante onde o gajo dos rissóis me levou uma vez. Sim, eu apelido todos os gajos com quem saio. Este bem que podia ser o gajo demasiado imaturo para saber o que quer da vida, mas era muito extenso e abreviei para gajo dos rissóis.

 

Como fui almoçar com um amiga pude comer o rissol que bem me apeteceu.  Mas fui eu que o paguei... Bem como o resto das coisas que comi.

 

Enquanto dividíamos a conta, por momentos, já não me pareceu tão mau que o gajo tivesse comido o rissol maior. Mas depois lembei-me que sou uma mulher independente e que não precisa de homens para lhe pagar refeições e passou-me.  

 

#foreveralone 

 

Os homens bonitos são gays?!

Quando somos solteiros todos os amigos comprometidos nos tentam arranjar par. 

 

Há uns meses uma amiga disse que o marido tinha um tipo que trabalhava com ele que era jeitoso para mim. Percebi logo de quem ela falava, porque eu já lhe tinha posto os olhinhos, e adiantei que ele seria gay. Ela ficou incrédula e pouco convencida com o meu forte argumento "se eu gostei dele é gay". Sendo ela psicóloga, fui logo acusada de estar a criar bloqueios e crenças negativas. 

 

Recentemente ela surge com a seguinte conversa:

 

- Olha... Sabes o rapaz que te falei? No outro dia vi o facebook dele e ele aparece numa foto com uma bandeira gay. Achas que ele é gay?

- Naaaaooo!! Isso não quer dizer nada... - respondo eu de forma irónica.

- E diz lá que tem interesse em vídeos gay e tv gay. Tu achas mesmo que ele é gay?

- A seguir vais dizer-me que viste uma foto dele a dar um beijo na boca a um gajo e perguntar se ele é gay?!

- Opa... Mas os gajos bonitos são todos gays?!

 

Felizmente não, alguns são feios.

Mas infelizmente os homens que me aparecem pela frente ou são gays, ou ainda não sabem que são gays. E depois ainda há aqueles, que vieram de outro planeta, que me dizem que sou bonita porque como coisas boas.

É este o mercado... 

 

Prendas de amigos

Após ter recebido o meu presente envenenado comentava com um gajo a situação:

 

- Tu que és gajo diz-me: achas que uma pulseira é um presente de amigo? - perguntei eu.

-  Não. Uma jóia não é um presente de amigo. Nenhum homem vai a uma ourivesaria comprar uma prenda para uma amiga.

 

A conversa continuou e a dada altura eu pergunto o que é que ele me iria dar no Natal se não tivesse feito birra (ele já tinha referido que me iria dar um presente mas como ficou amuado com uma resposta minha não deu nada):

 

- Então e tu ias dar-me uma prenda? 

- Ia...

- E ias dar-me o quê?

- Não sei, se calhar uma peça para a Pandora.

 

Hum... Estou confusa. Uma conta da Pandora não é uma jóia?! 

Presente envenenado - parte 2

Mas que raio de presente te ofereceu o teu ex? É a pergunta que se impõe e que não vos deve ter permitido ter uma noite de sono reparadora.

Uma pulseira com o símbolo de um trevo de quatro folhas. 

 

Estranhei o presente e decidi perguntar-lhe a razão de ele me ter oferecido tal coisa. Segundo ele não havia razão nenhuma, apenas me quis oferecer um presente como amigos.

 

Como amigos... Diz ele... A única coisa que até então me tinha oferecido tinha sido um mealheiro da loja dos 300 que ainda vinha com uma etiqueta laranja a marcar 7,5€. E agora vai a uma joalheira comprar-me uma pulseira? Na... Não havia amizade nenhuma por detrás daquilo. 

 

E a parte mais engraçada é que quatro dias depois estaria de malas aviadas para ir a Barcelona passar a passagem de ano com a outra gaja. Basicamente enfiava-me a pulseira no pulso e a pila na xaroca da outra, tudo na mesma semana. Nota: já tinha saudades da palavra xaroca! 

 

Devolvi-lhe o presente. Não acredito em energias e coisas do género, mas a verdade é que aquilo me dava náuseas. Não conseguia olhar para a pulseira e muito menos usá-lá. Disse-lhe que agradecia o gesto de amizade, mas que apenas faria sentido se fôssemos amigos, porque um amigo não mente e manipula outro. Perguntei ainda se ele ofereceu uma jóia a todas as amigas e se a gaja com quem anda sabe que ele me ofereceu o presente. Ao que parece o meu discurso e as minhas questões incomodaram-no ao ponto de se descontrolar, gritar, ameaçar e fazer a pulseira voar. Pelos vistos é assim que os amigos de comportam...

 

Na noite de passagem de ano enviou carinhosamente uma foto com a gaja... 

Afinal a doida que faz filmes estava certa: quanto ao facto de ele andar com a outra e quanto ao carácter dele...

 

Façamos um minuto de silêncio por cada homem que teve o azar de encontrar uma mulher inteligente pela frente...