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saracasticamente

Como fazer um homem gostar de nós

Uma das consequências de tratar os meus miúdos de igual para igual é ficar sujeita a algumas questões constrangedoras, 

 

A semana passada uma das minhas adolescentes, com 13 anos, perguntou-me o que deveria fazer para que os rapazes gostassem dela. Expliquei-lhe que ela deveria fazer essa pergunta a alguém que tivesse um rapaz que gostasse dela e não a uma solteirona.

 

 

- Tu achas que se eu soubesse como fazer um homem gostar de nós estava solteira? - pergunto-lhe eu.

- Oh Sara! Tu és bonita e muito fixe. Deves ter montes de rapazes, vá homens, que gostem de ti. - argumentou ela 

- Mas tu queres que muitos rapazes gostem de ti, ou que o rapaz que tu gostas também goste de ti?

- É assim, eu ainda sou muito nova... por isso, se calhar, agora queria muitos e depois, quando for mais velha, aí só quero um.

 

Parece-me que temos aqui um plano! 

Ser ou não ser fófinha - parte 2

Depois do episódio que partilhei convosco ontem, facilmente concluí que essa coisa de ser fófinha não compensa.

Dias depois, a minha teoria confirmou-se.  

 

- Gostas de chocolate? - pergunta-me um gajo.

- Gosto, porquê?

- Porque eu estou na Suíça e lembrei-me que podias gostar de chocolate e comprei uns chocolates para ti.

- Ooohhh! Tão fofo que ele está!

- Não é que tu me passes grande cartão, mas achei que merecias pelo que tens passado.

 

Se dúvidas houvesse aí estava a prova que quanto mais cabras formos para os gajos, mais queridos e fofos eles são! 

Ser ou não ser fófinha - parte 1

Uma das razões que os meus amigos apontam para a minha solteirice é o facto de eu não ser querida e fofa e, pelo contrário, ser até um pouco, bastante, ok... demasiado agressiva. 

Vai daí e eu decidi fazer um esforço por adaptar-me às convenções sociais para testar a teoria deles.

Há tempos estava eu com um gajo e ele diz:

 

- Podias estar aqui com um gajo todo grosso e estás comigo.

Podia, mas nem todos os dias correm bem - foi o que me ocorreu dizer. Contudo, inundada pelo espírito da adaptação social o que eu disse foi:

- Podia, mas escolhi estar contigo. Tu também podias estar com uma gaja toda gostosa.

- Em teoria, porque essas gajas fazem uma triagem e não escolhem gajos como eu.

- Portanto, estás a dizer que só estás aqui comigo porque nenhuma gaja melhor te quis?

- Não foi isso que eu disse.

 

Foi, meus amigos, foi isso que ele disse!

E nesse momento eu percebi porque sou uma cabra pouco dada a fofuras, porque quando somos queridas e fofas acontece isto.

Agora percebo porque me dizem que sou uma gaja muito confiante, é porque não dou espaço para estas merdas, não dou hipótese de me abalarem a auto-estima que construí com tanto carinho. 

 

Se vale a pena ser fófinha (com acento no ó para enfatizar a coisa)? Não, não vale!  

Sara a intimidar gajos desde tenra idade

Os gajos fogem de mim como o diabo foge da cruz. É algo que já interiorizei e aprendi a viver.

 

A situação mais recente foi na piscina. Na piscina existe balneários para adultos e para crianças mas, sabe-se lá porquê, as mães insistem em levar os putos para o balneário feminino.

Ontem um miúdo, com cerca de 3/4 anos, visivelmente envergonhado dizia à mãe que não se queria despir.

 

- Mas porquê filho? - perguntou a mãe.

- Está aqui a menina. - respondeu o miúdo. 

- Mas estão sempre meninas...

- Mas esta é bonita.

 

E é isto! Até um puto em idade pré-escolar se sente intimidado em me mostrar a pila...

Lobotomia - o futuro dos solteiros

Se há coisa que eu aprecio é um gajo comprometido falar orgulhosamente das suas traições. Nesses momentos faço sempre uma oração para agradecer o facto de ser solteira. Sim, porque uma das vantagens de ser solteira é saber que a única coisa que nos nasce na testa são rugas. E embora isto também não seja necessariamente bom pelo menos para as rugas há cremes! 

 

Há dias um dos meus amigos comentava comigo que tinha de ter cuidado ao falar dos deslizes dele. Contou-me que falava num grupo de amigos sobre motéis e referiu o Flamingo. Quando chegou ao carro a namorada confrontou-o com o facto de nunca ter ido com ele ao motel em questão ao que ele respondeu que tinha lá ido muito tempo antes de a conhecer. 

 

- Há quantos anos namoras mesmo? - pergunto eu.

- 8. - responde ele sem perceber o rumo da conversa.

- Portanto começaste a namorar em 2010?

- Sim.

- Sabes que o Flamingo nessa altura ainda não tinha aberto...?

- Não pode!

- Pode sim! O meu assistente Google vai já confirmar isso.

(pausa para pesquisa)

- Aqui está! O Flamingo abriu em Novembro de 2011, já tu namoravas há um ano.

- Oh! Tu és perigosa! Não podias ser minha namorada...

 

Pois, lá está, parece que um dos critérios para se ter namorado é fazer uma lobotomia... 

O cavalheirismo está extinto

Ser solteira implica que receba convites de gajos para sair. Geralmente os convites não são bem para sair... mas isso agora não interessa nada! 

 

Há dias fui jantar com um gajo que me levou a um restaurante onde, segundo ele, fazem os melhores rissóis do mundo e arredores.

O empregado coloca na mesa um prato com dois rissóis grandes e rechonchudos, embora um fosse claramente maior e mais recheadinho que o outro. Quis o destino que esse ficasse do meu lado. Mas, num acto de cavalheirismo puro, o moçoilo serviu-se primeiro e tirou o rissol que estava do meu lado.

 

- Tiraste o rissol que estava do meu lado por ser maior que esse? - pergunto eu enquanto absorvia a situação.

- Sim, tu és mais pequena que eu não precisas de um rissol tão grande. - responde ele com toda a naturalidade.

 

Choquei... E não me interpretem mal. Não acho que por ser mulher devia servir-me primeiro ou, pela mesma razão, ficar com o rissol maior. Nada disso. Mas caramba... O rissol estava do meu lado!! 

 

 

 

Like a boss!

Não gosto que me enrolem. Facilmente percebo se um tipo que me aborda é ou não comprometido. E se pergunto directamente se é ou não espero uma resposta honesta.

Espero... Mas claro que não a vou ter!

 

Foi o caso de um dos cromos que se meteu comigo. Já vos disse que só atraio merda, não já?!

Desconfiei que o gajo tinha uma relação devido às interacções no Facebook com uma gaja. Quando questionado disse que só andava a dar umas voltas com ela, nada sério. Contudo, os comentários dela e as fotos que ela postava mostravam o contrário. Quando questionado sobre isso a resposta dele foi que é um gajo solteiro, que não tem de dar satisfações a ninguém e por isso não se importa que ela publique tais coisas.

 

Ora a Sara não é parva (e por essa razão vai morrer solteira) e continuou a investigação. Num belo dia ele partilha uma foto que ela também tinha partilhado, minutos antes no perfil dela, e surge a seguinte conversa:

 

20170726_191208.png

Viram ali o comentário da Sara?! 

Tiveram sorte, só o viram porque eu tirei um print! O comentário desapareceu misteriosamente...

Segundo o autor da publicação ele é um tipo discreto e aquele comentário poderia induzir outras coisas.

 

A minha pergunta é: as gajas são mesmo parvas e engolem estas merdas ou fazem-se de parvas só para ter um gajo? 

 

Íman de gays

Sou um verdadeiro íman de gays, sejam homens ou mulheres. 

 

Ainda há dias, um tipo claramente gay me dizia que eu fazia o género de mulher dele.

Minutos depois estava a partilhar este comentário com um amigo que me explicou que o facto de eu ter uma personalidade muito masculina confunde os tipos que ainda não saíram do armário.

 

Ou seja, hetero ou homossexual, eu só atraio malta não resolvida...

Truque infalível para engatar gajos

Descobri este fim-de-semana como engatar um gajo na noite.

É muito simples, basta sair com um grupo só de amigas, vestida de branco, com um véu e uma pila na cabeça.

 

O radar de despedida de solteira dos gajos apita de imediato. O véu e/ou a pila na cabeça permite uma rápida identificação da noiva que é provável que esteja suficientemente bêbada para ter sexo com eles, o que aumenta logo a confiança dos gajos para a abordarem. Acresce ainda o facto de provavelmente ela estar disponível para cometer uma última loucura antes do casamento.

Outra clara vantagem é o facto de saberem que ela não quer uma relação e que não vai ligar no dia seguinte a chatear porque já é comprometida. 

 

Assim sendo está combinado, no próximo fim-de-semana vou sair só com gajas (quem quiser que se junte) e testar a teoria de que levar uma pila na cabeça é meio caminho andado para levar com uma pila noutro lado...