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saracasticamente

Depressão de outono à vista

Ontem entrou o outono e as redes sociais foram invadidas de notas de esperança para a nova estação do ano.

 

Como se o outono trouxesse consigo alguma mudança além do cair da folha. Da folha e do cabelo. É aquela altura do ano em que temos de investir em produtos capilares para a queda, caso queiramos fazer um penteado bonito na passagem de ano, e ainda assim desentupir o ralo da banheira cada vez que lavamos o cabelo.

 

Facto é que as estações mais quentes já terminaram, aquelas em que supostamente andamos com o pito as hormonas aos saltos e nos apaixonamos. Os dias longos e quentes que nos permitem mostrar mais as nalgas, e outros atributos, já se foram. Os dias começam a ficar mais pequenos e mais frios. As mamas começam a ter de ser tapadas com uma camisolinha, os pés começam a esfriar. E eu continuo sem ninguém que os aqueça à noite... Lá terei eu de ir novamente à Primark abastecer-me de meias polares.

 

Com este cenário o meu desejo para este outono é que pelo menos a netflix não me falhe...

Cuecas para a passagem de ano

Decidi que vou levar o próximo ano muito a sério. Como tal, decidi comprar uma cueca de cada cor para usar na noite de passagem de ano. Assim tenho a garantia de que tudo correrá bem no próximo ano.

 

E lá fui eu à Primark mais próxima.

Depois de conseguir colectar uma cueca de cada cor numa espécie de caça ao tesouro dirigi-me à caixa para efectuar o pagamento. Corrijo, dirigi-me à fila para a caixa.

Após 30 minutos de espera decidi alugar uma criança de colo a uma das clientes. Paguei mais pelo aluguer da criança do que pelas cuecas mas valeu a pena, foram 3 horas de vida numa fila que poupei.

 

Chego a casa e deparo-me com isto...

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Ou seja, vou continuar a ter azar em 2017...

E eu que pensava que as cuecas fariam mesmo a diferença...

A magia da Primark

A loja preferida do meu ego é a Primark. É a única loja onde posso entrar e comprar sem olhar a preços. Basicamente faço na Primark aquilo que gostaria de fazer em Paris, Londres ou Nova Iorque! Mas temos de começar por algum lado, não é?!  

Ontem fui lá com o objectivo de comprar umas luvas (há que distinguir o objectivo da compra de tudo o resto que se compra só porque sim). Dirijo-me à secção das luvas e, no meio de tantas outras, encontro umas daquelas xpto que são compatíveis com touch screen. Eram as últimas... Estava automaticamente decido que luvas ia comprar. Mas entretanto reparo que elas estão a desfazer-se. E é dado o mote para a conversa que se segue.

 

Eu: Não posso levar estas luvas, estão a desfazer-se.

Mãe: Mas só custam 50 cêntimos.

Eu: Está bem, mas estão a desfazer-se.

Mãe: São só uns fiozinhos, isto corta-se. Também só as queres para este fim de semana, não precisam de durar muito.

Eu: Não sei se aguentam o fim de semana todo. É melhor levar outras.

 

E levei. Outras e aquelas! E a magia da Primark é mesmo essa. Eu poderia ter comprado apenas um par de luvas, um que não estivesse a esfarrapar-se. Mas comprei dois. E o departamento de marketing deve estar a regozijar-se. 

Exercício físico... mas pouco!

Esta semana a balança notificou-me que o meu corpo ostenta uns quilinhos a mais que o habitual. É sabido que a probabilidade de arranjar um velho rico diminui proporcionalmente ao aumento de peso. Com o meu objectivo de vida em risco tive de tomar medidas!

Fazer dieta está fora de questão porque eu gosto muito de comer. Fazer exercício físico também não me agrada muito, mas mal o menos.

A precisar de motivação, decidi que ia a pé até ao shopping e brindar merecidamente o meu esforço com um poncho giríssimo que andava a namorar na Primark. E assim foi. Mas já que se está no shopping aproveita-se para comprar um baton vermelho para o disfarce de Halloween. Diaba que é diaba tem de ter um baton vermelho! E já que se está numa loja de maquilhagem compra-se um lápis de sobrancelhas de que também precisamos. "Se levar outro produto da mesma marca tem oferta de um baton" - diz a vendedora. Acabamos de comprar um baton, para que precisamos de outro? Certo? Errado! Compra-se mais um produto, que não nos está a fazer falta nenhuma, para ter oferta de um baton a escolher de entre cores que nem gostamos assim tanto. Com o triplo do dinheiro previsto gasto o melhor é restringir-nos a lojas de roupa para crianças. Lá o nosso cartão multibanco está em segurança e já nos vamos inspirando nas compras para o Natal. Mas eis que um colete de pêlo chama a nossa atenção. Giro, fofinho, muito mais barato que nas lojas de adultos. É um tamanho 12-14 mas experimenta-se. Inesperadamente ele serve-nos. Não há como não o trazer connosco! A vergonha de comprar roupa na Zara Kids ultrapasse-se com um pedido para embrulhar juntamente com um talão sem preço! E volta-se para casa a ansiar que o frio chegue.

Daqui se tiram três conclusões. A primeira é que a única coisa que perdeu peso com esta caminhada foi a minha carteira. A segunda é que não estou assim tanto a precisar de emagrecer, afinal roupa de criança ainda me serve. A terceira é que a vestir roupa de criança não há velho rico nenhum que me pegue!