Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

saracasticamente

Então Sara, e a salsicha alemã?

É boa e recomenda-se! 

Estaladiça, bem condimentada, fiquei fã. E tenho de concordar com os 535 blogues de viagens que li: a melhor é do Curry 61. Depois de provar essa já nenhum outra me satisfez.

 

Mas como vocês sabem, ou deviam saber (já que perdem tempo a ler isto), eu sou mais doces e o que me encheu mesmo as medidas foram os chocolates da Ritter Sport, sendo o de côco o que conquistou o meu coração.

Para mal dos meus pecados (e bem da minha dieta) cá não existe esse chocolate, por isso, se alguma alminha caridosa me ler da Alemanha e me puder enviar à cobrança Ritter Sport de côco eu ficaria eternamente até o chocolate acabar grata.

Notas sobre a Alemanha

Regressei. (Pausa para tristeza) 

 

Mas regressei de coração cheio, cabeça leve a agradavelmente surpreendida.

A Alemanha não estava na lista dos países a visitar, daí que as expectativas não fossem grandes. Contudo, eu também não tenho expectativas altas em relação aos gajos e eles desiludem-me sempre...

 

E por falar em gajos... Nunca tinha visto tanto homem bonito por metro quadrado! E os polícias? Jasuuus... Deve haver algum pré-requisito ao nível da beleza para se ser polícia em Berlim, só pode.

Numa das viagens que fiz de metro partilhei a carruagem com cinco polícias, fui todo o percurso a tentar escolher um e não consegui. Só me imaginava trancada numa cela com eles todos... (o resto da história vocês já sabem).

 

Para além da beleza dos homens, há que referir a cortesia das pessoas. Nunca, até então, alguém tinha vindo ter comigo a perguntar se eu precisava de ajuda. Já encontrei pessoas super prestáveis quando peço informações, mas foi o primeiro país onde, sem eu solicitar, se ofereceram para ajudar. E não aconteceu apenas uma vez...

 

Outro ponto a favor é o facto da maioria das atrações culturais serem gratuitas. Embora, atendendo ao que eu já paguei de impostos à Merkel parece-me mais que justo usufruir de alguma coisinha. 

 

Visitar a Alemanha permitiu-me relembrar um pouco de história, aquela que estava lá nos livros, na mesa da escola, mas que ali é tão real.

Uma coisa é estudar sobre a divisão alemã e o Muro de Berlim, outra é ver o Muro, outra ainda é trazer para casa um pedacinho dele. E antes que me digam que me venderam um calhau qualquer eu digo-vos que tenho todo um certificado que atesta que aquele é mesmo um pedaço do Muro de Berlim, e olhem que os alemães não brincam!  

 

Esta viagem serviu ainda para conhecer um pouco melhor o tio Adolfo. Durante a viagem visitei vários museus e memoriais que me lembraram as atrocidades que ele cometeu. Visto assim de fora parecem atrocidades, mas quando os meus planos de dormir na viagem de regresso foram estragados por uma gaja que não se calou o tempo todo, eu compreendi um pouco melhor a política de extermínio nazi...  

Já estava previsto enervar-me quando cá chegasse, enervarem-me ainda na viagem de regresso foi um desagradável bónus...

 

 

 

 

 

 

Dizem que as despedidas são difíceis...

... mas nem todas. 

 

Hoje venho despedir-me de vocês. No início da próxima semana vou meter o rabinho num avião e rumar a uma capital europeia, desta vez a escolhida é Berlim.

 

Acreditem que não é nada difícil despedir-me! Até poderia dar graxa e dizer que vou ter saudades disto e tal, mas estaria a mentir. 

Serão só 4 dias, irão passar a voar e logo, logo estarei aqui a queixar-me da minha vida outra vez.

 

Até lá vou fazer a coisa que mais amo: viajar.

Português para estrangeiros

Durante as minhas últimas férias, em Malta, conheci um português que estava lá a fazer alguma coisa que ele ainda não percebeu muito bem. Algo entre estudar e passar férias, segundo o que ele tentou explicar, suponho eu que seja Erasmus. Mas só mesmo Deus saberá o que ele anda para lá a fazer, eu digo Deus porque nem ele sabe!

 

Durante a curta conversa que eu e a minha companheira de viagem tivemos com ele apresentou-nos um colega belga com quem estava.

- They are portuguese - disse o português ao amigo belga.

- Hi! C*r*lh*! - cumprimentou-nos o belga.

 

Alguns minutos de conversa depois despedimos-nos.

- Bye - disse eu.

- Bye! C*r*lh*! - respondeu o belga.

 

Não sei porquê, mas fiquei com a sensação que alguém lhe terá dito que c*r*lh* é uma forma de cumprimento em português...

Os ex-namorados deviam aprender a mandar mensagens

Percebemos que as nossas expectativas são realmente baixas (pode-se até mesmo dizer que rasas) quando aterramos num aeroporto, após uma viagem de três horas, ligamos o telemóvel, e ao receber a notificação de uma mensagem assumimos automaticamente que seria a Vodafone a informar os tarifários aplicados ao país de destino.

Podia esperar que fosse a família ou os amigos a perguntar como tinha corrido a viagem e a desejar umas boas férias, mas aprendi que não contar com os outros diminui significativamente os meus níveis de desilusão.

 

Ao abrir a mensagem constatei que não era da Vodafone, mas sim do meu ex. Ok.... Se mandou mensagem é porque está vivo...

O que me estava mesmo a preocupar era a ausência da SMS da operadora... Minutos depois lá estava ela: "Vodafone: Os min/sms/mms efectuados são taxados de acordo com o seu tarifário para outras redes nacionais e os recebidos são gratuitos. Nos dados móveis aplicam-se as condições do seu tarifário em Portugal. + info ligue grátis +351911691000. Emergência grátis 112".

 

Isto sim, é uma mensagem como deve ser. É uma mensagem explícita, que demonstra claramente qual a intenção da mesma, que nos faz saber exactamente com o que podemos contar e ainda fornece um número que podemos contactar para obter mais informações sem qualquer tipo de cobrança. Reparem que até um número de emergência é fornecido, o que pode sempre dar jeito.

Isto sim, é uma mensagem! Os ex têm muito a aprender com a Vodafone... 

De volta às voltas da rotina

Voltei.

É uma palavra que custa escrever. Mesmo quando o destino fica aquém das expectativas o regresso é sempre doloroso, desde a nostalgia das últimas horas no país de destino ao vazio de aterrar novamente no país de origem.

 

Viajar inspira-me, preenche-me, faz-me feliz. A cada viagem que faço sinto-me cada vez mais realizada.

 

Esta última foi, sem dúvida, uma inspiração.

Logo nas primeiras horas após ter aterrado uma idosa pediu-me informações. Mal falava inglês, mas por entre as tentativas em expressar-se deixou escapar algo em português. Perguntei se era portuguesa e a comunicação tornou-se mais fácil a partir daí! Ela queria saber onde ficava o apartamento onde ia ficar alojada. Não dominava a língua, pelos vistos o GPS também não, e ainda assim aventurou-se sozinha num país estrangeiro. Tinha tantas desculpas para ficar em casa, sossegadinha, a ver o Preço Certo, e ainda assim optou por viajar.

Dias depois conheci uma outra portuguesa que viajava sozinha, com quem partilhei um táxi (pobre tem de fazer amigos por questões económicas), que tinha vindo da Índia e ia de seguida para a Tunísia. A inveja bateu forte, mas a vontade de um dia fazer algo semelhante também.

 

Estas mulheres não têm noção do quanto me inspiraram. Do quanto reforçaram a minha vontade de conhecer novos lugares e pessoas. Do quanto eu quero ser como elas!

Cada vez mais me identifico com estas pessoas que, sem medos ou desculpas, partem à descoberta do mundo.

 

Há quem tenha nascido para criar raízes e há quem tenha nascido para voar. Eu quero muito ganhar asas...

Boas e más notícias

Tenho boas notícias para mim e más notícias para vocês.

A boa notícia é que vou finalmente de férias, a má é que vocês terão de sobreviver sem mim até ao meu regresso.

 

Eu sei, a vossa vida não será a mesma sem as minhas desgraças para vos animar, mas eu prometo voltar com muitos mais infortúnios para partilhar. Sim, quem acompanha o blog sabe que até as férias me correm mal!  

 

Se quiserem podem acompanhar a viagem através do instagram, se tiverem mais do que fazer do que ver fotos de gajas a laurear a pevide, enquanto vocês estão a trabalhar, amigos na mesma. 

 

Portem-se mal na minha ausência, eu vou ali ser feliz e já volto. 

 

 

Pobre sendo pobre

Pobre quando decide viajar o orçamento é sempre o menor possível. Este facto é meio caminho andado para comprar a viagem na Ryanair. E, é claro, que pobre passa a parte dos custos extra à frente. 

 

Bagagem de porão? Não.

Seguro? Não. 

Embarque prioritário? Não.

Lugar sentado? Não.

Dignidade? Não.

 

Depois de seleccionar negativamente todas as opções é que surgem as questões. Por exemplo, como levar toda a tralha bens essenciais que pretendemos numa mala de cabine de 55x40x20cm?

Mas pobre, habituado a desenrascar-se, resolve facilmente o problema e compra uma mochila (aproveitando o facto de poder levar uma bagagem de mão) para poder levar parte dos seus pertences na mochila. Ou seja, poupa 30€ ao não pagar por uma bagagem maior, mas gasta 30€ numa mochila.  

E é por isso que pobre sempre será pobre...

 

 

 

Adeus, até ao meu regresso!

Já vos disse que vou para Saidia para um hotel 5* em regime TI por 475€?!

Já? Mas acreditem que ainda vão voltar a ler isto mais algumas vezes!  

 

A continuidade do blog, durante os próximos dias, estará sujeita a condições externas à minha pessoa como a existência de wifi no hotel. Mas acreditem que se houver wifi vão ver fotos minhas a meter nojo no Instagram!     

 

Até porque, pode não parecer mas, fazer inveja nas redes sociais ajuda-nos a desfrutar melhor das férias!