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saracasticamente

Vingança geracional

Quem nunca foi a casa da avó e se viu obrigado a comer até rebolar? Pois eu fui uma dessas vítimas. Não importava a hora do dia, era impossível sair de casa da minha avó sem comer.

 

- Queres uma costeleta? - perguntava ela.

- Oh avó, são 4 da tarde!

- Um iogurtezinho então?

- Não tenho fome!

- Já estou a abrir, agora tens de comer. Vou descascar-te também uma maçã.

 

Toda uma infância marcada pela violência alimentar! 

Recentemente a minha avó sofreu um AVC e tornou-se dependente. Este fim-de-semana ela passou uma tarde em minha casa e foi a minha oportunidade de me vingar! 

 

- Avó, está na hora de lanchares. Faço-te um pãozinho com queijo?

- Não meu rico filho, não quero nada.

- Pronto, então dois pãezinhos com queijo?

- Ui! Não!

- Dois pãezinhos com queijo e uma bananinha! Já estou a fazer... 

 

O excesso de comida a que foi sujeita foi partilhado com as habitantes de quatro patas de cá de casa que, como devem calcular, ficaram fãs dela!

 

- Oh avó, então eu fiz o lanche para ti com tanto amor e carinho e tu estás a dar às cadelas?

- Mas eu também lhes estou a dar com muito amor e carinho. - respondeu ela. 

 

Demorei alguns anos a perceber que a comida às vezes, não é apenas comida, é um acto de amor... 

 

 

 

 

 

 

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